sexta-feira, 26 de julho de 2013

Mãe; ser ou não ser??

A maternidade, algo absolutamente natural ao mundo feminino, está se tornando um tabu na vida de muitas mulheres.
Foi-se o tempo em que os sonhos rodeavam uma bela barriga proeminente, símbolo da fertilidade e do poder feminino.
Hoje, em muitos casos, muitos mesmo, a maternidade tornou-se um conflito.
Não defendo que a ideia deva se apresentar como prioritária na vida da mulher, mas é ago que realmente não pode ser deixado de lado, pois como tudo, o tempo passa...
O mundo de hoje, em sua grande maioria, exige muito das pessoas. Homens e mulheres vivem ensandecidos em seus objetivos, que nem sempre são escolhidos por eles mesmos. Melhor colocando, homens e mulheres cumprem metas...
A tal da meta virou vício, invadiu tudo e incapacitou a lógica emocional.
Na esfera feminina, onde o tempo saudável a maternidade concorre com a "carreira de modelo", por ser relativamente curto, deixa de ser observado, porém, há liberdade; muitas mamães se propõem a uma maternidade "solo".
Carreira, balada, academia, chefe, pós, mestrado, doutorado, especializações no exterior, curso, outro curso... acabam concorrendo paralelamente a vida fértil da mulher.
Hoje podemos afirmar que a maternidade é uma opção, e ainda bem que é assim, afinal, não deixa de ser também uma vocação a ser explorada.
Quando a barriga de tanquinho começa a despontar, muitas crises pegam carona na cabeça e no coração dessas pessoas; seja pela perda, seja pelo ganho, são as dúvidas, as novas responsabilidades e o contato com o novo desconhecido; afinal, quem será ele ou ela? Vou ter que parar de trabalhar, de frequentar as baladas, vou perder a forma, o sono, vou doar a vida??? A minha vida??
Bem, desde que o mundo é mundo, crianças são geradas e a alma feminina, sempre acolhedora, mesmo em meio aos seus desajustes particulares acaba se adaptando a tudo.
Já passei da época de defender que a maternidade é o sonho ideal a qualquer mulher, afinal, cada uma é livre para escolher os caminhos pelos quais deseja trilhar. Há muito o poder que a maternidade dá a mulher ganhou concorrência; até um par de silicones entra na parada, junto ao carro, a profissão, etc, etc, etc... Resta apenas definir as prioridades interiores e exteriores; as efêmeras e as duradouras.

Beijocas de luz!!

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